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Segunda Noite.
A segunda noite do campeonato contou com 3 bandas estreantes nos Campeonatos e uma conhecida do público.
A banda de abertura desta noite foi, na verdade, uma one-man band, o Iguan White. Vindo de Itajubá, interior de Minas, o cara toca bateria, guitarra e canta, tudo ao mesmo tempo. Com uma mistura de garage e blues sujo, Iguan White abriu bem a noite com sua música com sotaques do sul dos EUA e seu sotaque do sul de Minas.
Na sequência veio The Mullet Monster Mafia. Uma das mais recentes bandas de surf brasileiras, já começaram mostrando serviço com o EP Power Surf Orchestra (disponível aqui no site da Reverb) e uma faixa em uma coletânea do México, e organizando diversas festas surf em Piracicaba, interior de SP. O show dos caras era muito esperado e empolgou o público. Com a guitarra cheia de reverb, músicas rápidas e um trompete, a banda fez um show que deixou muita gente boquiaberta. Com certeza uma das grandes surpresas deste festival.
Logo após foi a vez dos baianos do Vendo 147. Apesar de ser uma banda instrumental, pouco se vê de surf music no som dos caras. Não que isso possa ser considerado um defeito, já que o show também foi muito bem recebido pelo público. A banda se baseia no peso e na sua grande atração, o clone drum. A banda conta com dois bateristas que tocam a mesma bateria ao mesmo tempo, compartilhando o bumbo, o que deixa os dois cara-a-cara durante todo o show. Destaque para os “clássicos da surf music” que eles tocaram ao fim do show: AC/DC, Motorhead, Metallica, Black Sabbath e vários clássicos do Rock Pauleira, fazendo a galera trocar o Hang Loose pela Manno Cornuda.
Para fechar a noite, os já conhecidos do público de BH e dos Campeonatos, Os Carburadores, cada vez mais entrosados, mostrando sua Surf Music com toques de Rockabilly e Garage (ou seria o contrário?). A banda faz um show muito divertido, intercalando músicas instrumentais com outras com vocais, que fazem a linha ora Rockabilly, ora Garage.
 
Terceira Noite.
A terceira noite do festival (e primeira no Music Hall) contou somente com duas bandas veteranas de Campeonatos e várias bandas com sonoridades bem diferentes do usual.
Quem abriu a noite foi o Terra Celta, com um sotaque bem diferente do usualmente presente nos Campeonatos. Gaita de Foles, Violino e Banjo dividem o palco com Guitarra, Baixo e Bateria.
Em seguida, veio a única banda 100% surf da noite, o Super Stereo Surf, de Brasília. Desfalcados de última hora, a banda se apresentou como um trio e Harrison e Alexandre revesaram entre guitarra e baixo. O show da banda está cada vez melhor. Os caras até arriscaram novas coreografias, apresentando músicas de seu recém-lançado CD ‘Antes do Baile’ e algumas de sua primeira demo.
Em sua quarta participação no Campeonato, o Proa vem cada vez maior. Agora agregaram um trombonista, uma clarinetista e uma acordeonista, que dividiram o com Daniel, Rodrigo e Trotta e com outra contratação recente da trupe, Pedro Araújo. O som da banda está cada vez com mais identidade e os novos instrumentos casaram muito bem com a proposta da banda, fazendo músicas às vezes bizarras, às vezes com um clima circense, às vezes com influências do Leste Europeu.
Depois foi a vez de Pio Lobatto trazer ao palco Mestre Vieira e os Mestres da Guitarrada, mostrando um estilo musical nativo do Pará, que mescla ritmos indígenase caribenhos com rock dos anos 60, mais notadamente da Jovem Guarda, e que deu origem a vários outros estilos, do Tecno Brega à Lambada. Mestre Vieira faz jus ao título e, depois que subiu ao palco, lá pelo meio do show, fez de tudo com a guitarra: tocou com celular, lata de cerveja, tênis, pente e até cinto.
Mais uma estreante em palcos mineiros, o Gustafi veio de longe. Diretamente da Croácia, a banda também faz um som carregado de sotaque regional, com pitadas de Rock. Em alguns momentos lembra Gogol Bordello, e o show também segue a mesma linha de animação.
Para fechar a noite, uma das maiores bandas do rock brasileiro, Ultraje a Rigor. Tocaram clássico atrás de clássico e, justificando sua escalação para o festival, mandaram várias covers de alguns clássicos da Surf Music, como ‘Miserlou’, ‘Walk, Don’t Run’, ‘Sleepwalk’ e ‘Pipeline’. Fizeram muito marmanjo lembrar da juventude e botaram todo mundo pra dançar (e suar).
 
Quarta noite.
Agora sim, uma noite inteiramente dedicada à Surf Music e afins. Só uma das bandas desta noite estava fazendo sua estreia em Campeonatos, porém, tratava-se de uma estreia de peso. Ninguém menos que The Jordans, os precursores do rock instrumental no Brasil.
O festival foi aberto pelos Ambervisions, de Florianópolis (também conhecidos como Retrofoguetes, de Recife), que se mostraram muito satisfeitos de tocarem mais uma vez em Uberlândia. Estavam tão felizes que, no meio do show, Zimmer, vocalista e telefonista da banda, resolveu passar um trote pro Japão. Misturando toda essa maluquice no palco com o som que costumam chamar de Surf Music Caveira, os Ambervisions fizeram um grande show, que contou com a participação de Bjorn, ex-Go!, na figuração.
Campeões indiscutíveis dos Primeiros Campeonatos Mineiros de Surfe, o Estrume’n'tal (rumo ao deca), fizeram seu nono show em Campeonatos Mineiros de Surfe, ou seja, tocaram nas 9 edições do festival. Agora contando com Paulão no baixo, preenchendo a lacuna deixada há 2 anos por Fredão, a banda mostrou a sua já conhecida surf music porrada.
Logo após vieram os famigerados Retrofoguetes (os originais, de Salvador), com o repertório baseado em seu mais recente CD Chachachá, mas sem deixar de lado algumas das já clássicas músicas do primeiro CD. E tome virtuose, presença de palco e simpatia.
Pela segunda vez no Campeonato, o La Pupuña mostrou sua releitura da guitarrada de Mestre Vieira, mas com influências bem mais evidentes de Surf Music. Fizeram muita gente dançar. E, além das músicas presentes nos cds da banda, mandaram um cover guitarrada de ‘Shake’n'Stomp’, do Dick Dale, em ritmo de guitarrada, que amoleceu as pernas até dos mais radicais.
A penúltima banda merece as mais respeitosas apresentações e reverências. Na ativa desde 1957, o The Jordans tem uma carreira de cair o queixo. Foram a bandacontratada do programa Jovem Guarda, fizeram turnés pela Europa há mais de 40 anos, seus discos foram lançados em vários países e, neste ano, fizeram o que muita gente esperava desde a primeira edição do PCMS. Com todos os integrantes na casa dos 60 anos de idade, fizeram a alegria do público. Desfiaram vários clássicos de seu repertório e versões emocionantes de velhos hits, como ‘Apache’ e ‘Ghostriders in the Sky’, além de músicas que ficaram famosas em suas versões, como ‘Blue Star’ e o ‘Tema de Lara’. Logo depois do show, os próprios músicos das outras bandas assediaram Alladim e seus companheiros para fotos, autógrafos e todo tipo possível de tietagem.
  
Fechando o Campeonato, em sua segunda aparição nos palcos mineiros, Daddy-O Grande, dos Los Straitjackets, acompanhado pelos Dead Rocks, fez um show emocionante. The Dead Rocks abriram o show tocando algumas de suas músicas e sua versão de ‘O Milionário’. Em seguida, sobe ao palco, de máscara no rosto e DiPinto em punho, Danny Amis, o Daddy-o Grande em pessoa. O repertório desta vez incluiu não só músicas dos Straitjackets, mas contou bem mais com composições de seus dois discos solo, que foram gravados com músicos mexicanos e serviram de estopim não só para esta como para outras turnés internacionais com bandas locais no México, Argentina, Europa e aqui no Brasil.
Confira aqui embaixo várias fotos dos shows do Campeonato.
Em comemoração aos 10 anos da primeira edição do Psycho Attack Over BH, edição especial com:
OVOS PRESLEY (CWB)
BIG TREP (RJ)
ESTRUME’N'TAL (BH)
DEAD GOBLINS (BH)
Local: A Obra – Rua Rio Grande do Norte, 1168 – Savassi – Belo Horizonte – MG
Entrada $15
9º PRIMEIRO CAMPEONATO MINEIRO DE SURFE
PROGRAMAÇÃO – SHOWS:
21 de novembro, sábado, Music Hall (Av. Contorno, 3.239 – Santa Efigênia) , 22h
21h15 – Os Ambervisions (SC)
22h – Estrume’n’tal (MG)
22h45 – Retrofoguetes (BA)
23h30 – La Pupuña (PA)
00h15 – The Jordans – (SP)
01h15 – Daddy-o Grande (EUA) + Dead Rocks (SP)
Ingressos antecipados:
Obar – Rua Cláudio Manoel, 296 – Funcionários – 3223.6592
Loja 53hc – Rua Rio de Janeiro 630, Loja 53, Centro – 3271.7237
Circuito Blunt – Rua Montes Claros, 189 – Sion – 3284.2161
O Ovo – Rua Fernandes Tourinho, 35, lj. 112 – Savassi – 3261.9533
Santíssima – Rua Fernandes Tourinho, 385 – Savassi – 3261.9487
Spetteria – Rua Vitório Marçola, 192 – Anchieta – 9114.8662
Music Hall – Avenida Contorno, 3.239 – Santa Efigênia – 3461.4000
Valor dos Ingressos:
A Obra: R$15
Music Hall:
1º lote: inteira: R$30; meia-entrada: R$15
2º lote: inteira: R$40; meia-entrada: R$20
3º lote: inteira: R$50; meia-entrada: R$25
Passaporte: inteira: R$60; meia-entrada: R$30
O Campeonato chega a sua nona edição, com atrações como La Pupuña, Daddy-o Grande e Ultraje a Rigor.

A onda surfada pelo Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe não para de crescer. Desde que colocou a prancha na água, ainda no século 20, o maior festival do gênero da América Latina se avolumou, ganhou corpo, agregou estilos, evoluiu, ganhou adeptos e chega à nona edição como tsunami global que se estende de Belo Horizonte a Nashville (EUA), do Planalto Central à Croácia, do Pará ao Paraná, da Bahia ao Rio de Janeiro, de Santa Catarina a São Paulo. Serão quatro dias de shows e debates, em dois espaços – A Obra Bar Dançante e Music Hall, ambos na capital mineira. O 9° Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe integra o Conexão Vivo – iniciativa da Vivo voltada ao desenvolvimento do setor musical brasileiro.
Como se inspirou na surf music para nascer, este ano o Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe volta aos primórdios e traz como uma de suas principais atrações os paulistas The Jordans, primeira e mais antiga banda de surf music em atividade no Brasil, tendo lançado o primeiro disco em 1962.
Inspirado no mesmo som que fez a cabeça de Aladdin e sua turma há quatro décadas, volta ao Brasil o norte-americano Daddy-o Grande, um dos guitarristas dos lendários Los Straitjackets. Ele será acompanhado por ninguém menos que os paulistas do Dead Rocks, big riders do surf nacional. Outras atrações seguem a mesma linha, como o Super Stereo Surf, do Distrito Federal.
Se alguns foram direto à fonte, outros beberam a água salgada emanada da Califórnia “aditivada”, seja misturando-a com punk, metal, rock, pop ou música regional, seja lá de que região for. Casos dos baianos do Retrofoguetes, dos mineiros Estrume’n’tal e Proa, dos catarinenses Os Ambervisions, dos paulistas Mullet Monster Mafia e dos cariocas Os Carburadores.
Mostrando que o Brasil produziu sua própria surf music, o Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe apresenta também Pio Lobato, Mestre Vieira e os Mestres da Guitarrada. Há bastante tempo na estrada, eles influenciaram não só o Pará natal, de onde vem também o La Pupuña, mas outros estados e também outros ritmos, como o tecnobrega.
Já o Ultraje a Rigor dispensa maiores apresentações. O certo é que o gênero do ícone Dick Dale sempre esteve presente no rock dos paulistas, na ativa desde a década de 80 sem nunca ficar parados no tempo.
Por outro lado, o Gustafi vem da Croácia para mostrar pela primeira vez aos brasileiros como misturou reverb com música dos Bálcãs. Mistura das mais interessantes, como já provaram Mano Negra e Gogol Bordello.
Mas nem só de shows será feito o 9º Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. Três encontros reunirão músicos, produtores e público para debates sobre a atual cena nacional da surf music e da música independente, em uma ótima oportunidade para expor e conhecer idéias.
Números que impressionam
Essa é a nona edição do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. O “Primeiro” incluído do nome deve-se ao fato de o Campeonato ser o festival pioneiro do gênero no país.
Em oito edições já realizadas, o festival reuniu um público total de 9.478 pessoas, com uma média de 1.184 pessoas por edição. Passaram pelo palco da Obra e do Lapa Multshow 115 bandas, somando 463 músicos participantes.
CONEXÃO VIVO
Dezenas de projetos musicais de todo o país fazem parte do Programa Conexão Vivo, que reúne shows, festivais independentes, gravação de CDs e DVDs, produção de videoclipes, programas de rádio, oficinas e seminários que compõem uma rede nacional e permanente de atividades culturais envolvendo artistas, gestores e produtores culturais, iniciativas públicas e privadas.
O Conexão Vivo realiza ao longo do ano um circuito próprio de eventos onde toda essa diversidade de ações acontece conjuntamente. Além disso, o programa também está presente em muitas das mais importantes iniciativas da cena musical brasileira, seja com o patrocínio de projetos ou parcerias artísticas em eventos de destaque no calendário nacional, como acontece agora com o O 9° Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe e outros festivais independentes como o Arte na Praça, Jambolada e 53 HC (Minas Gerais), Omelete Marginal (Espírito Santo), Se Rasgum (Pará) e Coquetel Molotov (Pernambuco).
A construção e articulação de redes culturais nacionais, em diferentes segmentos artísticos, é o foco da Política Cultura da Vivo, que tem no Conexão Vivo uma de suas principais iniciativas. Detalhes sobre as outras linhas de atuação e sobre as formas de participação nos Programas Culturais Vivo estão disponíveis no www.vivo.com.br/cultura. E para saber mais sobre o Conexão Vivo, acesse o portal www.conexaovivo.com.br.
9º PRIMEIRO CAMPEONATO MINEIRO DE SURFE
PROGRAMAÇÃO – SHOWS:
18 de novembro, quarta-feira, A Obra Bar Dançante (R. Rio Grande do Norte, 1.168 – Funcionários), 22h, R$15,00 (na porta)
23h – 4instrumental (MG)
24h – Grupo Porco de Grindcore Interpretativo (MG)
01h – Surfadelica (SP)
19 de novembro, quinta-feira, A Obra Bar Dançante (R. Rio Grande do Norte, 1.168 – Funcionários), 22h, R$15,00 (na porta)
23h – Iguan White (MG)
24h – Mullet Monster Mafia (SP)
01h – Vendo 147 (BA)
02h – Os Carburadores (RJ)
20 de novembro, sexta-feira, Music Hall (Av. Contorno, 3.239 – Santa Efigênia), 22h
21h15 – Terra Celta (PR)
22h – Super Stereo Surf (DF)
22h45 – Proa (BH)
23h30 – Pio Lobato e Mestre Vieira (Tecnoguitarradas) (PA)
00h30 – Gustafi (CROÁCIA)
01h40 – Ultraje a Rigor (SP)
21 de novembro, sábado, Music Hall (Av. Contorno, 3.239 – Santa Efigênia) , 22h
21h15 – Os Ambervisions (SC)
22h – Estrume’n’tal (MG)
22h45 – Retrofoguetes (BA)
23h30 – La Pupuña (PA)
00h15 – The Jordans – (SP)
01h15 – Daddy-o Grande (EUA) + Dead Rocks (SP)
PROGRAMAÇÃO – DEBATES
20 de novembro, sexta-feira, 14h, Conservatório de Música da UFMG (Av. Afonso Pena, 1.534 – Centro)
14h – 14h45: Debate: Fórum da Música de Minas Gerais, mudanças para 2010
15h – 15h45: Palestra: The Jordans e a história do rock instrumental brasileiro – Aladdin, The Jordans
15h45 – 16h30: Tecnobrega e guitarradas: a música livre do Pará (Pio Lobato e Mestre Vieira) + Guitarra bahiana (Morotó – Retrofoguetes)
Ingressos antecipados:
Obar – Rua Cláudio Manoel, 296 – Funcionários – 3223.6592
Loja 53hc – Rua Rio de Janeiro 630, Loja 53, Centro – 3271.7237
Circuito Blunt – Rua Montes Claros, 189 – Sion – 3284.2161
O Ovo – Rua Fernandes Tourinho, 35, lj. 112 – Savassi – 3261.9533
Santíssima – Rua Fernandes Tourinho, 385 – Savassi – 3261.9487
Spetteria – Rua Vitório Marçola, 192 – Anchieta – 9114.8662
Music Hall – Avenida Contorno, 3.239 – Santa Efigênia – 3461.4000
Valor dos Ingressos:
A Obra: R$15
Music Hall:
1º lote: inteira: R$30; meia-entrada: R$15
2º lote: inteira: R$40; meia-entrada: R$20
3º lote: inteira: R$50; meia-entrada: R$25
Passaporte: inteira: R$60; meia-entrada: R$30
 Lino, Claudão, Paulão e Gui, na Flaming Night, em BH.
O Estrume’n'tal pode ser considerado o campeão do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. Por quê? Bom, simplesmente por ser a única banda que tocou em todas as edições do Campeonato. Não bastasse isso, pode ser considerada também a banda responsável pela manutenção do Campeonato no quadro de programação anual da Obra, já que metade da banda é de sócios da Obra.
Mas falando assim, parece até que são aqueles pernas de pau que só jogam por serem dono da bola (ou do campinho, neste caso). Com mais de 10 anos de estrada, o Estrume teve dois CD’s lançados nos EUA pela finada Golly Gee Records, participou de inúmeras coletâneas pelo mundo e tocou em vários dos diversos festivais independentes que acontecem Brasil afora.
E, obviamente, A Obra é a casa oficial do Estrume’n'tal. A banda tocou na festa de inauguração do Bar e é praticamente impossível contar quantas vezes já se apresentou por lá, ao lado de bandas como Guitar Wolf, The Supersónicos e em inúmeros festivais. E a Obra surgiu justamente por causa das bandas de seus sócios. Como não existiam espaços decentes para se tocar em BH, resolveram montar seu próprio bar para se apresentarem com sua banda, Os Meldas. Obviamente, o Estrume’n'tal também ganhou uma casa, já que a banda era basicamente Os Meldas sem seus vocalistas, que abandonavam os ensaios para tomarem cerveja no bar da esquina do estúdio. Os Meldas se foram e o Estrume’n'tal continuou firme e forte, reverberando a barulheira de seu Metal-Surf-Punk.
O som da banda é uma mistura de todas as influências a que eles foram sendo submetidos desde o começo de suas vidas na música, lá pelos idos dos anos 80. Ouviram muito Ramones e montaram uma das bandas punks primordias de BH, Os Meldas, ouviram muito Dick Dale, Link Wray, Ventures, Man or Astro-man e tudo de surf desde os anos 60 até hoje, muito garage, como as milhares de bandas do Billy Childish (o que originou outra empreitada dos caras, as Juremas), reggae (fizeram parte de outra banda seminal de BH, desta vez, Os Pilhas), metal, jovem guarda e viola caipira. Então não se assuste ao ouvir uma versão surf-pancada de Redemption Song, do Bob Marley ou a pesada regravação da suave Baja, clássico absoluto da surf music.
Baixe agora os discos da banda, mas tome cuidado, Estrume’n'tal, mesmo no volume normal, pode causar danos irreversíveis ao seu aparelho de som, à sua audição e à sua relação com os vizinhos de seu condomínio.
Estrume’n'tal – Surfme’n'tal (2003)
01. ET De Varginha (The Varginha ET)
02. Pouso Alegre (Happy Landing)
03. Vacalgada (Cow Ride)
04. Sol Si Do Si Mi Re La (Do Re Mi Fa So La Ti)
05. Tubarao (Jaws)
06. Torpeido (Torpedo)
07. Uiskzito (Strange Whisky)
08. Marcha Funebre (Funeral March)
09. Casa Do Sol Nascente (House Of The Rising Sun)
10. Baja
11. Bolero
12. Uma Bala Para Chita (A Bullet For Chita)
13. Gin Com Bells (Gin And Bells)
14. Gran Finale (Grand Finale)
Estrume’n'tal – Neander’n'tal (2005)
01. Meteoras
02. Anda
03. Ramcharger
04. Por Do Pau
05. Chapeuzim
06. Fuzzdido
07. Baguncela
08. Redemption Surf
09. Neander’n'tal
10. Cuida Vaca
11. Ments
12. Kraft
13. Palavra Cruzada
14. Saida de Emergência
15. Sulvacation
16. Tampa da Cumbuca, A
17. 13th
18. Kães
 The Jordans posam para foto com seus fãs, em 1967.
Saiu a escalação do 9º Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe! Serão 4 dias de shows, sendo dois na Obra e dois no Music Hall.
Confira durante o mês de novembro a programação especial no site da Reverb, com coletâneas das edições passadas, fotos, resenhas e muito mais.
PROGRAMAÇÃO 9o. PRIMEIRO CAMPEONATO MINEIRO DE SURFE
18/11 A OBRA
-4instrumental (MG)
-Grupo Porco de Grindcore Interpretativo (MG)
-Surfadelica (SP)
19/11 A OBRA
-Iguan White (MG)
-Mullet Monster Mafia (SP)
-Vendo 147 (BA)
-Os Carburadores (RJ)
20/11 Music Hall
-Terra Celta (PR)
-Super Stereo Surf (DF)
-Proa (MG)
-Pio Lobato, Mestre Vieira e os Mestres da Guitarrada (PA)
-Ultraje a Rigor (SP)
21/11 Music Hall
-Os Ambervisions (SC)
-Estrume’n’tal (MG)
-Retrofoguetes (BA)
-La Pupuña (PA)
-The Jordans (SP)
-Daddy-o Grande e The Dead Rocks (EUA – SP)

O Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe – 2000, por Mocotó
A história da Reverb Brasil e do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe se mistura e segue praticamente lado a lado desde o ano 2000. Em junho de 2000, foi criada a lista de discussão Reverb Brasil e um canal no mIrc. As bandas de Surf Music de todo o Brasil passaram a se corresponder e a trocar figurinhas pela internet. Surgiu aquela necessidade de todo mundo se encontrar e foi bem óbvio pensar em um festival de Surf Music.
Primeiro o pessoal de BH se mobilizou. Me lembro bem quando eu e o Perna, que tocávamos no Frank Simata, fomos na porta da Obra conversar com o cara que, até então, a gente só conhecia como “O baterista do Estrume’n'tal” ou “O dono da Obra”. Levamos uma demo dos Netunos e falamos da idéia do festival. O cara já topou de cara e descolamos as datas. Fomos atrás das bandas, fizemos as propostas, fizemos os cartazes de xerox, camisas de transfer e marcamos o início oficial da divulgação em um show do Marky Ramone que ia acontecer em BH mais ou menos 1 mês antes do Campeonato.
Primeiro foi o sufoco pra conseguir fazer os flyers e cartazes ficarem prontos na hora. A fonte não gravou no CD, a imagem não saiu, o lugar que ia fazer o corte não deu certo, acabamos rodando um dia inteiro de Gurgel pra conseguir fazer os benditos flyers e rumamos pro show. Foi a primeira vez que Belo Horizonte ouviu falar do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe! E, é claro, ninguém entendeu direito o que estava acontecendo. Eu, o Perna e o Claudão (nessa altura do Campeonato, nosso amigo de infância) ficamos distribuindo os flyers. Alguns riam das nossas camisas (das camisas ou pelos 3 estarem usando camisas iguais?), outros do nome do festival, mas depois começaram a levar fé na coisa.
Depois foi o mês inteiro distribuindo flyers, levando cartazes pra todo lado, boca a boca, e esperando o festival. Diferentemente dos anos seguintes, o festival aconteceu em novembro, aproveitando o feriado de finados.
Foi a primeira vez que grande parte do pessoal da Reverb se viu. De Curitiba vieram os Limbonautas (que tocaram no Psycho Attack Over BH, um ano antes), Kozmic Gorillas e Stanley Dix. Do Rio vieram o Go! e os Netunos. BH foi representada pelo Frank Simata, Estrume’n'tal, thesurfmotherfuckers e Juremas. Foi nessa brincadeira que surgiu uma das tradições do Campeonato, o churrasco no sábado. E foi nesse churrasco que surgiu a ideia de se transformar aquilo ali em uma associação informal de bandas de Surf Music. E a Reverb Brasil, que era só uma lista de internet, passou a ser mais que isso e virou um grupo de amigos divulgando a Surf Music. Mas como a história aqui é do Campeonato e a da Reverb você encontra no site, vamos ao que interessa.
Este Primeiro Campeonato foi tão legal e tão importante pra cena surf brasileira que o festival passou a se chamar Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe e não só Campeonato Mineiro de Surfe.
(Pausa para intervenção divina, enquanto escrevia, o DJ Shuffle me manda Comanche.)
A partir de hoje e até o Nono Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe, que acontece de 18 a 21 de novembro, vamos botar no ar coletâneas com músicas das bandas que tocaram em cada edição.
VA – Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe (2000)
1- Frank Simata – Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe
2- Go! – Robotic Leisure
3- thesurfmotherfuckers – Private Idaho
4- Estrume’n'tal – Baja
5- Stanley Dix – Giro Magneto Gravitacional
6- Limbonautas – Dick Dale na terra da Ipioca
7- Juremas – Vibrador
8- Netunos – 120
9- Kozmic Gorillas – Surf Panic
Fatos intrigantes do Campeonato.
1- A primeira música a ser tocada pela primeira banda no Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe foi Pipeline, pelo Frank Simata, com direito a um teatro de sombras de um surfista.
2- O Perna pagou a van de Curitiba com o dinheiro de uma guitarra que ele tinha vendido, mas ele conseguiu reaver todo o dinheiro no fim das contas.
3- Todas as bandas ficaram na casa de amigos do pessoal e o churrasco foi na casa de outra amiga, a Tutu. Hotel Bragança? Chique demais pra gente na época.
4- O show do Marky Ramone em que começou a divulgação do Campeonato foi no mesmo lugar que vai hospedar as duas últimas noites do Campeonato deste ano.
5- A música Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe, do Frank Simata, foi feita no último ensaio antes do festival.
6- Uma das condições para o thesurfmotherfuckers tocar era readmitir as Surfetes, suas dançarinas.
7- O Perna e o Mocotó foram buscar o pessoal do Go! na rodoviária fantasiados de Policial de filmes dos anos 70 e cientista maluco, respectivamente.
Fotos do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe (2000)
53 Photos
Shows: Estrume’n'tal e Charme Chulo (PR – rock caipira)
Lançamento do CD “Nova onda caipira”, do Charme Chulo.
DJ Capitão Insano (rock)
Horário: 22:00h
Entrada: R$ 10,00
Local: A Obra – Rua Rio Grande do Norte, 1168 – Savassi – Belo Horizonte – MG

Este disco tinha que estar presente no site, afinal de contas é a primeira coletânea oficial da Reverb Brasil. O disco foi compilado em 2003, mas só foi lançado em 2006. O CD marca ainda o primeiro lançamento da Obra Discos. Não bastasse tudo o que a Obra já fez pela cena independente mineira (e também brasileira), eles resolveram não só promover shows, mas também lançar discos das coisas legais que rolaram por lá. E como a parceria Obra/Reverb começou no ano 2000 com o Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe, nada mais lógico que o primeiro lançamento da Obra fosse mais um projeto revérbico.
O CD se chama “Reverb Brasil: Uma coleção de bandas de surfe”, conta com a participação de 13 bandas de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia e é uma pequena amostra da produção da cena de surf music brasileira, considerada uma das mais prolíficas e criativas do mundo.
Estão presentes as bandas: Retrofoguetes (Salvador – BA), Go! e Netunos (Rio de Janeiro – RJ), Orestes Prezza (Campinas – SP), Gasolines e Huntington Bitches (São Paulo – SP), Kozmic Gorillas, Maremotos e Limbonautas (Curitiba – PR), Estrume’n’tal e thesurfmotherfuckers (Belo Horizonte – MG) e Cochabambas e Ambervisions (Florianópolis – SC). As músicas variam do surf mais tradicional ao mais moderno e pesado, passando por misturas com ritmos latinos ou música de video game.
O único defeito é que o projeto do disco demorou praticamente 3 anos para ser concretizado, o que não tira seu brilho, já que algumas das bandas presentes no disco já nem existem mais e nem todas tinham um registro oficial. Só por isso, a coletânea já vale como registro histórico. E como muitas bandas mais recentes ficaram de fora (só para citar algumas: The Dead Rocks, Los Muertos Vivientes, Os Pazuzus, Super Stereo Surf, The Violentures, Psicotrópicos Deluxe, Tosco Dudes, Búfalos D’água, Esquadrão Relâmpago Monster Surf, Footstep Surf Music Band, The Mullet Monster Mafia, Barbatanas e muitas outras), fica aquela obrigação de não ser o último lançamento da Reverb.
Agora chegou a vez de o disco ser lançado oficialmente também na internet. Esta, que foi lançada inicialmente em CD, vai ser a primeira coletânea disponível aqui. Em breve passaremos a disponibilizar coletâneas criadas especialmente para o site, com músicas inéditas, raridades ou somente com uma amostra do que já rolou por aqui.
Agora leia um pouco sobre as bandas presentes na coletânea, baixe as músicas e se divirta.
Retrofoguetes (Salvador – BA) – Surgidos dos restos dos Dead Billies (até hoje uma das bandas de rock underground mais influentes da Bahia), comparecem com 2 faixas de sua primeira demo.
Go! (Rio de Janeiro – RJ) – A banda já tocou em vários campeonatos mineiros de surf, tendo participado do primeiro de todos. Claro que estariam na coletânea! Participam com 2 faixas do seu primeiro disco “Aventura sob o céu”, que foi lançado pela Navena Musik.
Orestes Prezza (Campinas – SP) – A banda já não está mais na ativa, mas de seus restos surgiu os Violentures. Participam da coleta com duas faixas que mostram bem o porquê do nome de seu disco “Trombones, Maracas e duas Guitarras Fumegantes”.
The Gasolines (São Paulo – SP) – Com sua mistura de música mexicana, faroeste e surf music, os Gasolines são a banda de surf desta coleta há mais tempo na ativa. Participam com duas faixas de seus primeiros discos, “Sonidos de la Frontera” e “La Shereefa”.
Kozmic Gorillas (Curitiba – PR) – Outra banda que participou da primeira edição do Campeonato Mineiro de Surfe e viu a Reverb Brasil surgir. Apesar de não estarem mais na ativa, participam da coletânea com duas faixas inéditas.
Cochabambas (Florianópolis – SC) – Autênticos representantes do “Iê-Iê-Iê instrumental”, mostram sua surf music com pitadas de hot rod e garage. A banda catarinense cedeu duas faixas de seu compacto “Máquinas Quentes a Todo Vapor”, pela primeira vez disponíveis em CD.
Maremotos (Curitiba – PR)- A banda conta com figuras carimbadas da cena roqueira de Curitiba, como Coxinha (ex-Catalépticos, atual Sick Sick Sinners, Hillbilly Rawhide , Frantic Flintstones e mais incontáveis bandas), Mark (que era do Stanley Dix e toca violino no Hillbilly Rawhide e Frantic Flintstones) e Mr. X e Coêlio, que também tocavam no Kozmic Gorillas. Com tantas credenciais, não é surpresa a qualidade da banda. Participam com duas faixas gravadas ao vivo no tradicional Bar do Linos, em Curitiba.
Netunos (Rio de Janeiro – RJ) – Apesar de a maior parte de suas músicas seguirem a linha de Surf com vocais dos Beach Boys, os Netunos participam com as faixas 120, de sua primeira demo, e Aloha Pancho, que foi produzida pelo Toni Garrido, do Cidade Negra. São gravações diferentes das presentes no seu CD de estréia, “Alto Mar”
Estrume’n’tal (Belo Horizonte – MG) – Primeira banda de Surf brasileira cujos discos foram lançados nos EUA pelo selo Golly Gee Records, além de já terem participado de inúmeras coletâneas pelo mundo todo. Participam com faixas do seu primeiro CD lançado na gringa, Surfme’n'tal.
Os Ambervisions (Florianópolis – SC) – Surf Music Caveira! Um dos shows mais engraçados e cativantes da cena independente brasileira. Cederam uma faixa exclusiva pra coleta, além de outra presente no seu segundo disco “Bons Momentos Não Morrem Jamais”, lançado pela Monstro Discos.
thesurfmotherfuckers (Belo Horizonte – MG) – Uma das mais antigas bandas de Surf de BH. Não estão mais na ativa, mas tocaram em 7 edições do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. Participam com duas músicas de seu único disco, “Solano Star”.
Huntington Bitches (São Paulo – SP) – Projeto paralelo do Gaspa, baixista do Ira. Conta ainda com Ray-z e Clayton, que tocavam nos Ostras. Suas duas músicas são inéditas em CD.
Limbonautas (Curitiba – PR) – Com sua mistura de punk rock, psychobilly e surf, os Limbonautas fizeram história na música independente paranaense. Tocaram com bandas como Misfits e Man or Astroman?, além de terem participado do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. A banda já não está mais na ativa, mas participa com duas músicas inéditas.
VA – Reverb Brasil: Uma Coleção de Bandas de Surfe (2006)
01. As concubinas mecânicas do Dr. Karzov – Retrofoguetes
02. Destrua meu chip quando eu morrer – Go!
03. Octopunch – Orestes Prezza
04. Pigrizia – Gasolines
05. Kozmic Gorillas – Kozmic Gorillas
06. Triste fim de Josefel Zanatas – Cochabambas
07. Surfista anônimo – Maremotos
08. 120 – Netunos
09. ET de Varginha – Estrume’n’tal
10. Vegas – Ambervisions
11. Sadomasofucker – thesurfmotherfuckers
12. Ultimate – Huntington Bitches
13. O avanço da robótica – Retrofoguetes
14. Visite nossa cozinha – Ambervisions
15. Kursk, o submarino atômico – Limbonautas
16. Tubarão – Estrume’n’tal
17. Fuca bala – Cochabambas
18. L’@ – Orestes Prezza
19. Maremoto – Maremotos
20. Salve Silvio – Limbonautas
21. Aloha, Pancho! – Netunos
22. El duelo de chiuauas – thesurfmotherfuckers
23. Sunbathing – Kozmic Gorillas
24. Amperagem máxima – Go!
25. Fetiche bizarro – Huntington Bitches
26. Ojos negros – Gasolines
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