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 Retrofoguetes na Retrofolia
Se até pouco tempo atrás o pessoal que gosta de rock tinha que se misturar aos foliões atrás de trios elétricos ou usar o carnaval como um feriado quase normal, agora a coisa mudou.
Nos últimos anos, diversos eventos foram surgindo para os fãs dos mais variados tipos de rock. Desde 2000, Curitiba deixou de se tornar uma cidade fantasma no Carnaval e virou uma cidade zumbi, graças ao Psycho Carnival, que já se tornou parte do calendário cultural da cidade. Sempre contando com bandas de todo o mundo, atrai fãs de Psychobilly, que já começam a se preparar com alguns meses de antecedência. As atrações confirmadas para a edição deste ano incluem Frenzy (UK), Phantom Rockers (UK), Kães Vadius (SP), Missionários (PR) e as bandas de surf The Mullet Monster Mafia (SP) e Drakula (SP).
Em Salvador a coisa é um pouco diferente. Irritados com o estrago feito no carnaval tradicional pelos trios de axé comerciais, os Retrofoguetes resolveram entrar de cabeça no carnaval, ressuscitando a guitarra baiana e os trios tradicionais, nos quais o que mandava era a música instrumental. A festa começou já no fim de semana passado, com a Retrofolia. Os Retrofoguetes receberam convidados e fizeram um aquecimento para o seu trio, o Foguetão, que sai no circuito Barra-Ondina do carnaval de rua soteropolitano. Na sexta feira de carnaval, tocam no largo Tereza Batista e, na segunda-feira de carnaval, decolam com o Foguetão. No trio, mandam versões frevo de suas músicas próprias e até releituras de clássicos da surf music, com o ritmo e o som da guitarra baiana. Neste ano, sobe também ao Foguetão outra banda que resgata ritmos locais, misturando-os com Surf Music. Direto do Pará, o La Pupuña vai a Salvador mostrar sua guitarrada surf. O Foguetão recebe ainda Júlio Moreno, guitarrista argentino radicado em Salvador e mais um dos grandes divulgadores da guitarra baiana. Depois do carnaval, as três atrações se reencontram no pelourinho para a Retroressaca no dia 18.
Em Recife, o Rec-Beat comemora seus 15 anos de Carnaval Alternativo, com atrações diversas, como o bluesman americano Magic Slim, o duo eletrônico belga Madensuyu, o Jazz colombiano do Puerto Candelaria, o Flamenco moderno do Ojos de Brujo, de Barcelona e o trio de rock instrumental mexicano Cabezas de Cera. As atrações nacionais passam pelo Rap mineiro de Renegado, a guitarrada acreana com o Caldo de Piaba e abre com uma das mais novas bandas de surf brasileira, os pernambucanos do Radistae.
Mas não é só em Curitiba, Salvador e Recife que vai rolar rock. Em todo o Brasil rola o megafestival colaborativo Grito Rock 2010, que acontece em 80 cidades e conta com mais de 500 shows. São shows de vários estilos, que começaram em 22 de janeiro e se estendem até 28 de fevereiro. Ou seja, os carnavais roqueiros brasileiros já podem se equiparar ao carnaval “normal”, com mais de 1 mês de duração. Entre as diversas atrações, Sex On The Beach, de Campina Grande, e The Almighty Devildogs, de Bauru, representam a Surf Music e tocam em 4 cidades diferentes cada.
Para saber mais informações sobre os shows, confira ali do lado, na nossa agenda, com informações sobre cada show e links para os eventos.
 
Segunda Noite.
A segunda noite do campeonato contou com 3 bandas estreantes nos Campeonatos e uma conhecida do público.
A banda de abertura desta noite foi, na verdade, uma one-man band, o Iguan White. Vindo de Itajubá, interior de Minas, o cara toca bateria, guitarra e canta, tudo ao mesmo tempo. Com uma mistura de garage e blues sujo, Iguan White abriu bem a noite com sua música com sotaques do sul dos EUA e seu sotaque do sul de Minas.
Na sequência veio The Mullet Monster Mafia. Uma das mais recentes bandas de surf brasileiras, já começaram mostrando serviço com o EP Power Surf Orchestra (disponível aqui no site da Reverb) e uma faixa em uma coletânea do México, e organizando diversas festas surf em Piracicaba, interior de SP. O show dos caras era muito esperado e empolgou o público. Com a guitarra cheia de reverb, músicas rápidas e um trompete, a banda fez um show que deixou muita gente boquiaberta. Com certeza uma das grandes surpresas deste festival.
Logo após foi a vez dos baianos do Vendo 147. Apesar de ser uma banda instrumental, pouco se vê de surf music no som dos caras. Não que isso possa ser considerado um defeito, já que o show também foi muito bem recebido pelo público. A banda se baseia no peso e na sua grande atração, o clone drum. A banda conta com dois bateristas que tocam a mesma bateria ao mesmo tempo, compartilhando o bumbo, o que deixa os dois cara-a-cara durante todo o show. Destaque para os “clássicos da surf music” que eles tocaram ao fim do show: AC/DC, Motorhead, Metallica, Black Sabbath e vários clássicos do Rock Pauleira, fazendo a galera trocar o Hang Loose pela Manno Cornuda.
Para fechar a noite, os já conhecidos do público de BH e dos Campeonatos, Os Carburadores, cada vez mais entrosados, mostrando sua Surf Music com toques de Rockabilly e Garage (ou seria o contrário?). A banda faz um show muito divertido, intercalando músicas instrumentais com outras com vocais, que fazem a linha ora Rockabilly, ora Garage.
 
Terceira Noite.
A terceira noite do festival (e primeira no Music Hall) contou somente com duas bandas veteranas de Campeonatos e várias bandas com sonoridades bem diferentes do usual.
Quem abriu a noite foi o Terra Celta, com um sotaque bem diferente do usualmente presente nos Campeonatos. Gaita de Foles, Violino e Banjo dividem o palco com Guitarra, Baixo e Bateria.
Em seguida, veio a única banda 100% surf da noite, o Super Stereo Surf, de Brasília. Desfalcados de última hora, a banda se apresentou como um trio e Harrison e Alexandre revesaram entre guitarra e baixo. O show da banda está cada vez melhor. Os caras até arriscaram novas coreografias, apresentando músicas de seu recém-lançado CD ‘Antes do Baile’ e algumas de sua primeira demo.
Em sua quarta participação no Campeonato, o Proa vem cada vez maior. Agora agregaram um trombonista, uma clarinetista e uma acordeonista, que dividiram o com Daniel, Rodrigo e Trotta e com outra contratação recente da trupe, Pedro Araújo. O som da banda está cada vez com mais identidade e os novos instrumentos casaram muito bem com a proposta da banda, fazendo músicas às vezes bizarras, às vezes com um clima circense, às vezes com influências do Leste Europeu.
Depois foi a vez de Pio Lobatto trazer ao palco Mestre Vieira e os Mestres da Guitarrada, mostrando um estilo musical nativo do Pará, que mescla ritmos indígenase caribenhos com rock dos anos 60, mais notadamente da Jovem Guarda, e que deu origem a vários outros estilos, do Tecno Brega à Lambada. Mestre Vieira faz jus ao título e, depois que subiu ao palco, lá pelo meio do show, fez de tudo com a guitarra: tocou com celular, lata de cerveja, tênis, pente e até cinto.
Mais uma estreante em palcos mineiros, o Gustafi veio de longe. Diretamente da Croácia, a banda também faz um som carregado de sotaque regional, com pitadas de Rock. Em alguns momentos lembra Gogol Bordello, e o show também segue a mesma linha de animação.
Para fechar a noite, uma das maiores bandas do rock brasileiro, Ultraje a Rigor. Tocaram clássico atrás de clássico e, justificando sua escalação para o festival, mandaram várias covers de alguns clássicos da Surf Music, como ‘Miserlou’, ‘Walk, Don’t Run’, ‘Sleepwalk’ e ‘Pipeline’. Fizeram muito marmanjo lembrar da juventude e botaram todo mundo pra dançar (e suar).
 
Quarta noite.
Agora sim, uma noite inteiramente dedicada à Surf Music e afins. Só uma das bandas desta noite estava fazendo sua estreia em Campeonatos, porém, tratava-se de uma estreia de peso. Ninguém menos que The Jordans, os precursores do rock instrumental no Brasil.
O festival foi aberto pelos Ambervisions, de Florianópolis (também conhecidos como Retrofoguetes, de Recife), que se mostraram muito satisfeitos de tocarem mais uma vez em Uberlândia. Estavam tão felizes que, no meio do show, Zimmer, vocalista e telefonista da banda, resolveu passar um trote pro Japão. Misturando toda essa maluquice no palco com o som que costumam chamar de Surf Music Caveira, os Ambervisions fizeram um grande show, que contou com a participação de Bjorn, ex-Go!, na figuração.
Campeões indiscutíveis dos Primeiros Campeonatos Mineiros de Surfe, o Estrume’n'tal (rumo ao deca), fizeram seu nono show em Campeonatos Mineiros de Surfe, ou seja, tocaram nas 9 edições do festival. Agora contando com Paulão no baixo, preenchendo a lacuna deixada há 2 anos por Fredão, a banda mostrou a sua já conhecida surf music porrada.
Logo após vieram os famigerados Retrofoguetes (os originais, de Salvador), com o repertório baseado em seu mais recente CD Chachachá, mas sem deixar de lado algumas das já clássicas músicas do primeiro CD. E tome virtuose, presença de palco e simpatia.
Pela segunda vez no Campeonato, o La Pupuña mostrou sua releitura da guitarrada de Mestre Vieira, mas com influências bem mais evidentes de Surf Music. Fizeram muita gente dançar. E, além das músicas presentes nos cds da banda, mandaram um cover guitarrada de ‘Shake’n'Stomp’, do Dick Dale, em ritmo de guitarrada, que amoleceu as pernas até dos mais radicais.
A penúltima banda merece as mais respeitosas apresentações e reverências. Na ativa desde 1957, o The Jordans tem uma carreira de cair o queixo. Foram a bandacontratada do programa Jovem Guarda, fizeram turnés pela Europa há mais de 40 anos, seus discos foram lançados em vários países e, neste ano, fizeram o que muita gente esperava desde a primeira edição do PCMS. Com todos os integrantes na casa dos 60 anos de idade, fizeram a alegria do público. Desfiaram vários clássicos de seu repertório e versões emocionantes de velhos hits, como ‘Apache’ e ‘Ghostriders in the Sky’, além de músicas que ficaram famosas em suas versões, como ‘Blue Star’ e o ‘Tema de Lara’. Logo depois do show, os próprios músicos das outras bandas assediaram Alladim e seus companheiros para fotos, autógrafos e todo tipo possível de tietagem.
  
Fechando o Campeonato, em sua segunda aparição nos palcos mineiros, Daddy-O Grande, dos Los Straitjackets, acompanhado pelos Dead Rocks, fez um show emocionante. The Dead Rocks abriram o show tocando algumas de suas músicas e sua versão de ‘O Milionário’. Em seguida, sobe ao palco, de máscara no rosto e DiPinto em punho, Danny Amis, o Daddy-o Grande em pessoa. O repertório desta vez incluiu não só músicas dos Straitjackets, mas contou bem mais com composições de seus dois discos solo, que foram gravados com músicos mexicanos e serviram de estopim não só para esta como para outras turnés internacionais com bandas locais no México, Argentina, Europa e aqui no Brasil.
Confira aqui embaixo várias fotos dos shows do Campeonato.
Após duas edições de grande sucesso, o mais aguardado evento do ano esta de volta! O be bop a lula music festival, volta desta vez mais seis grandes atracões da música jovem.
Logo no primeiro dia, o evento será abalado pela presença de Marcos Elvis, Eleito TOP 4 no concurso mundial “Ultimate Elvis Tribute 2009″ em Memphis-USA. Mas antes que isso aconteça, o palco do Be Bop A Lula Music Festival 2009 receberá mais duas digníssimas apresentações. Entre elas, a marcante voz da intérprete Karol Sun, acompanhada pelo seu inseparável conjunto The Boogie Fellers com destaque para os instrumentistas Netto RockFeller (Blues the Ville) e Gaspa (IRA) e também a imperdível combinação sonora de um dos mestres do rock instrumental atual. Liderado por Carlos Nishimiya, o Surfadelica apresentará cancões inéditas além de inesquecíveis clássicos do rock em formato único.
Prepare sua brilhantina, pois o segundo dia do festival será mesmo de arrepiar! Antes mesmo que alguem puder esperar, entrará ao palco os tão energéticos The Red Lights Gang, colocando todo mundo para dançar os seus mais refinados e empolgantes sucessos. O The Red Lights Gang deixam o palco, entretanto os recém chegados de uma tourne com o norte americano Danny Amis (Los Straitjackets), The Dead Rocks voltam a São Carlos para mais um contagiante espetáculo e também para poder recepcionar todos os convidados desta grande festa.
Para o encerramento do festival, o Be Bop a Lula selecionou uma grande surpresa para vocês. Às 17hs do dia 13 de Dezembro de 2009, o grande momento do festival acontecerá quando Os Incríveis, Sim, eles! subirem ao palco do Be Bop a Lula Music Festival 2009.
Preparem suas emoções, e venham para a mais nova sensação da boa música e do público jovem.
Be Bop a Lula Music Festival 2009
12 e 13 de Dezembro – 15hs
Sesc São Carlos
Av. Com Alfredo Maffei, 700 São Carlos SP, Brazil
16 3372-7515

O trio instrumental realiza a 5ª edição da sua festa temática
A já tradicional festa “O Maravilhoso Natal dos Retrofoguetes” volta a acontecer dia 05/12, às 22h, no Boomerangue, iniciando os festejos natalinos da cena rocker da cidade. Morotó Slim (guitarra), CH (baixo) e Rex (bateria) tocam o repertório do atualíssimo CD Chachachá (2009) e versões de clássicos natalinos como ‘Bate o sino’ e ‘Boas festas’ na sexta edição da festa, com versões que foram registradas pelo trio instrumental em vinil e CD que batizam o projeto ‘O Maravilhoso Natal dos Retrofoguetes’, lançados nos anos de 2004 e 2005 (e disponível para download no fim do post).
Como os convidados são essenciais em qualquer confraternização de família, este ano a noite terá as participações de Mauro Pithon (Bestiário), Nancyta, Paulinho Oliveira, Theo Filho (Os irmãos da Bailarina), Saulo Gama, Emanuel Magno, Danny Nascimento (lou) e Edson Rosa (Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta). Censura: 18 anos. Ingressos a R$15 até a meia-noite.
SERVIÇO:
“O MARAVILHOSO NATAL DOS RETROFOGUETES”
Participações: Mauro Pithon (Bestiário), Nancyta, Paulinho Oliveira, Theo Filho (Os irmãos da Bailarina), Saulo Gama, Emanuel Magno, Danny Nascimento (lou), Edson Rosa (Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta).
Boomerangue – Rua da Paciência, 307 – Rio Vermelho – Salvador – BA
05 de Dezembro – às 22h
Entradas: Até meia noite– R$15
Após meia noite – R$20
Classificação – 18 anos
Retrofoguetes – O Maravilhoso Natal dos Retrofoguetes (2004)
1- O Velhinho
02- Boas Festas
03- Natal Branco
04- Bate o Sino
05- E nasceu Jesus
 Surfadelica na Obra
Infelizmente cheguei atrasado e só consegui pegar o show do Surfadelica. Mas o infelizmente foi só por ter chegado tarde mesmo, já que o show compensou a vinda corrida de SP para BH. O som da banda faz jus ao nome, (vocês são grandinhos e eu não vou falar porque), aqui, o Reverb não é usado só pra destacar a guitarra e fazer com que ela assuma o lugar do vocalista. O Reverb aqui é responsável também por criar climas para as músicas. E a psicodelia toma o lugar também no nome das músicas, que vão de ‘Flowing Through The Purple Sea” a “Surf Me To The Moons Of Saturn”.
Talvez o Surfadelica seja a única banda brasileira a seguir essa linha e é uma banda que vale a pena ouvir o CD e ver o show.

Para dar uma prévia do que preparam para seu primeiro disco, The Almighty Devildogs lançam, em uma parceria Reverb Brasil e Pisces Records, o single Corre!, com 3 músicas que farão parte deste primeiro album, junto com duas demos gravadas em ensaios da banda.
The Almighty Devildogs – Corre! (single) (2009)
1- Corre!
2- Agente Zero
3- AK47
4- Invasion of the Dragonmen (demo) (Man or Astro-man?)
5- Mephisto (demo)
O Campeonato chega a sua nona edição, com atrações como La Pupuña, Daddy-o Grande e Ultraje a Rigor.

A onda surfada pelo Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe não para de crescer. Desde que colocou a prancha na água, ainda no século 20, o maior festival do gênero da América Latina se avolumou, ganhou corpo, agregou estilos, evoluiu, ganhou adeptos e chega à nona edição como tsunami global que se estende de Belo Horizonte a Nashville (EUA), do Planalto Central à Croácia, do Pará ao Paraná, da Bahia ao Rio de Janeiro, de Santa Catarina a São Paulo. Serão quatro dias de shows e debates, em dois espaços – A Obra Bar Dançante e Music Hall, ambos na capital mineira. O 9° Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe integra o Conexão Vivo – iniciativa da Vivo voltada ao desenvolvimento do setor musical brasileiro.
Como se inspirou na surf music para nascer, este ano o Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe volta aos primórdios e traz como uma de suas principais atrações os paulistas The Jordans, primeira e mais antiga banda de surf music em atividade no Brasil, tendo lançado o primeiro disco em 1962.
Inspirado no mesmo som que fez a cabeça de Aladdin e sua turma há quatro décadas, volta ao Brasil o norte-americano Daddy-o Grande, um dos guitarristas dos lendários Los Straitjackets. Ele será acompanhado por ninguém menos que os paulistas do Dead Rocks, big riders do surf nacional. Outras atrações seguem a mesma linha, como o Super Stereo Surf, do Distrito Federal.
Se alguns foram direto à fonte, outros beberam a água salgada emanada da Califórnia “aditivada”, seja misturando-a com punk, metal, rock, pop ou música regional, seja lá de que região for. Casos dos baianos do Retrofoguetes, dos mineiros Estrume’n’tal e Proa, dos catarinenses Os Ambervisions, dos paulistas Mullet Monster Mafia e dos cariocas Os Carburadores.
Mostrando que o Brasil produziu sua própria surf music, o Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe apresenta também Pio Lobato, Mestre Vieira e os Mestres da Guitarrada. Há bastante tempo na estrada, eles influenciaram não só o Pará natal, de onde vem também o La Pupuña, mas outros estados e também outros ritmos, como o tecnobrega.
Já o Ultraje a Rigor dispensa maiores apresentações. O certo é que o gênero do ícone Dick Dale sempre esteve presente no rock dos paulistas, na ativa desde a década de 80 sem nunca ficar parados no tempo.
Por outro lado, o Gustafi vem da Croácia para mostrar pela primeira vez aos brasileiros como misturou reverb com música dos Bálcãs. Mistura das mais interessantes, como já provaram Mano Negra e Gogol Bordello.
Mas nem só de shows será feito o 9º Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. Três encontros reunirão músicos, produtores e público para debates sobre a atual cena nacional da surf music e da música independente, em uma ótima oportunidade para expor e conhecer idéias.
Números que impressionam
Essa é a nona edição do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. O “Primeiro” incluído do nome deve-se ao fato de o Campeonato ser o festival pioneiro do gênero no país.
Em oito edições já realizadas, o festival reuniu um público total de 9.478 pessoas, com uma média de 1.184 pessoas por edição. Passaram pelo palco da Obra e do Lapa Multshow 115 bandas, somando 463 músicos participantes.
CONEXÃO VIVO
Dezenas de projetos musicais de todo o país fazem parte do Programa Conexão Vivo, que reúne shows, festivais independentes, gravação de CDs e DVDs, produção de videoclipes, programas de rádio, oficinas e seminários que compõem uma rede nacional e permanente de atividades culturais envolvendo artistas, gestores e produtores culturais, iniciativas públicas e privadas.
O Conexão Vivo realiza ao longo do ano um circuito próprio de eventos onde toda essa diversidade de ações acontece conjuntamente. Além disso, o programa também está presente em muitas das mais importantes iniciativas da cena musical brasileira, seja com o patrocínio de projetos ou parcerias artísticas em eventos de destaque no calendário nacional, como acontece agora com o O 9° Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe e outros festivais independentes como o Arte na Praça, Jambolada e 53 HC (Minas Gerais), Omelete Marginal (Espírito Santo), Se Rasgum (Pará) e Coquetel Molotov (Pernambuco).
A construção e articulação de redes culturais nacionais, em diferentes segmentos artísticos, é o foco da Política Cultura da Vivo, que tem no Conexão Vivo uma de suas principais iniciativas. Detalhes sobre as outras linhas de atuação e sobre as formas de participação nos Programas Culturais Vivo estão disponíveis no www.vivo.com.br/cultura. E para saber mais sobre o Conexão Vivo, acesse o portal www.conexaovivo.com.br.
9º PRIMEIRO CAMPEONATO MINEIRO DE SURFE
PROGRAMAÇÃO – SHOWS:
18 de novembro, quarta-feira, A Obra Bar Dançante (R. Rio Grande do Norte, 1.168 – Funcionários), 22h, R$15,00 (na porta)
23h – 4instrumental (MG)
24h – Grupo Porco de Grindcore Interpretativo (MG)
01h – Surfadelica (SP)
19 de novembro, quinta-feira, A Obra Bar Dançante (R. Rio Grande do Norte, 1.168 – Funcionários), 22h, R$15,00 (na porta)
23h – Iguan White (MG)
24h – Mullet Monster Mafia (SP)
01h – Vendo 147 (BA)
02h – Os Carburadores (RJ)
20 de novembro, sexta-feira, Music Hall (Av. Contorno, 3.239 – Santa Efigênia), 22h
21h15 – Terra Celta (PR)
22h – Super Stereo Surf (DF)
22h45 – Proa (BH)
23h30 – Pio Lobato e Mestre Vieira (Tecnoguitarradas) (PA)
00h30 – Gustafi (CROÁCIA)
01h40 – Ultraje a Rigor (SP)
21 de novembro, sábado, Music Hall (Av. Contorno, 3.239 – Santa Efigênia) , 22h
21h15 – Os Ambervisions (SC)
22h – Estrume’n’tal (MG)
22h45 – Retrofoguetes (BA)
23h30 – La Pupuña (PA)
00h15 – The Jordans – (SP)
01h15 – Daddy-o Grande (EUA) + Dead Rocks (SP)
PROGRAMAÇÃO – DEBATES
20 de novembro, sexta-feira, 14h, Conservatório de Música da UFMG (Av. Afonso Pena, 1.534 – Centro)
14h – 14h45: Debate: Fórum da Música de Minas Gerais, mudanças para 2010
15h – 15h45: Palestra: The Jordans e a história do rock instrumental brasileiro – Aladdin, The Jordans
15h45 – 16h30: Tecnobrega e guitarradas: a música livre do Pará (Pio Lobato e Mestre Vieira) + Guitarra bahiana (Morotó – Retrofoguetes)
Ingressos antecipados:
Obar – Rua Cláudio Manoel, 296 – Funcionários – 3223.6592
Loja 53hc – Rua Rio de Janeiro 630, Loja 53, Centro – 3271.7237
Circuito Blunt – Rua Montes Claros, 189 – Sion – 3284.2161
O Ovo – Rua Fernandes Tourinho, 35, lj. 112 – Savassi – 3261.9533
Santíssima – Rua Fernandes Tourinho, 385 – Savassi – 3261.9487
Spetteria – Rua Vitório Marçola, 192 – Anchieta – 9114.8662
Music Hall – Avenida Contorno, 3.239 – Santa Efigênia – 3461.4000
Valor dos Ingressos:
A Obra: R$15
Music Hall:
1º lote: inteira: R$30; meia-entrada: R$15
2º lote: inteira: R$40; meia-entrada: R$20
3º lote: inteira: R$50; meia-entrada: R$25
Passaporte: inteira: R$60; meia-entrada: R$30
 Lino, Claudão, Paulão e Gui, na Flaming Night, em BH.
O Estrume’n'tal pode ser considerado o campeão do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. Por quê? Bom, simplesmente por ser a única banda que tocou em todas as edições do Campeonato. Não bastasse isso, pode ser considerada também a banda responsável pela manutenção do Campeonato no quadro de programação anual da Obra, já que metade da banda é de sócios da Obra.
Mas falando assim, parece até que são aqueles pernas de pau que só jogam por serem dono da bola (ou do campinho, neste caso). Com mais de 10 anos de estrada, o Estrume teve dois CD’s lançados nos EUA pela finada Golly Gee Records, participou de inúmeras coletâneas pelo mundo e tocou em vários dos diversos festivais independentes que acontecem Brasil afora.
E, obviamente, A Obra é a casa oficial do Estrume’n'tal. A banda tocou na festa de inauguração do Bar e é praticamente impossível contar quantas vezes já se apresentou por lá, ao lado de bandas como Guitar Wolf, The Supersónicos e em inúmeros festivais. E a Obra surgiu justamente por causa das bandas de seus sócios. Como não existiam espaços decentes para se tocar em BH, resolveram montar seu próprio bar para se apresentarem com sua banda, Os Meldas. Obviamente, o Estrume’n'tal também ganhou uma casa, já que a banda era basicamente Os Meldas sem seus vocalistas, que abandonavam os ensaios para tomarem cerveja no bar da esquina do estúdio. Os Meldas se foram e o Estrume’n'tal continuou firme e forte, reverberando a barulheira de seu Metal-Surf-Punk.
O som da banda é uma mistura de todas as influências a que eles foram sendo submetidos desde o começo de suas vidas na música, lá pelos idos dos anos 80. Ouviram muito Ramones e montaram uma das bandas punks primordias de BH, Os Meldas, ouviram muito Dick Dale, Link Wray, Ventures, Man or Astro-man e tudo de surf desde os anos 60 até hoje, muito garage, como as milhares de bandas do Billy Childish (o que originou outra empreitada dos caras, as Juremas), reggae (fizeram parte de outra banda seminal de BH, desta vez, Os Pilhas), metal, jovem guarda e viola caipira. Então não se assuste ao ouvir uma versão surf-pancada de Redemption Song, do Bob Marley ou a pesada regravação da suave Baja, clássico absoluto da surf music.
Baixe agora os discos da banda, mas tome cuidado, Estrume’n'tal, mesmo no volume normal, pode causar danos irreversíveis ao seu aparelho de som, à sua audição e à sua relação com os vizinhos de seu condomínio.
Estrume’n'tal – Surfme’n'tal (2003)
01. ET De Varginha (The Varginha ET)
02. Pouso Alegre (Happy Landing)
03. Vacalgada (Cow Ride)
04. Sol Si Do Si Mi Re La (Do Re Mi Fa So La Ti)
05. Tubarao (Jaws)
06. Torpeido (Torpedo)
07. Uiskzito (Strange Whisky)
08. Marcha Funebre (Funeral March)
09. Casa Do Sol Nascente (House Of The Rising Sun)
10. Baja
11. Bolero
12. Uma Bala Para Chita (A Bullet For Chita)
13. Gin Com Bells (Gin And Bells)
14. Gran Finale (Grand Finale)
Estrume’n'tal – Neander’n'tal (2005)
01. Meteoras
02. Anda
03. Ramcharger
04. Por Do Pau
05. Chapeuzim
06. Fuzzdido
07. Baguncela
08. Redemption Surf
09. Neander’n'tal
10. Cuida Vaca
11. Ments
12. Kraft
13. Palavra Cruzada
14. Saida de Emergência
15. Sulvacation
16. Tampa da Cumbuca, A
17. 13th
18. Kães

Formada no início de 2009 em Campina Grande, Paraíba, o Sex On The Beach lança hoje o seu primeiro EP, “Wanna some Sex On The Beach?”.
Apesar de ter menos de 1 ano de praia, os caras já tocaram em diversos festivais pelo Nordeste e estão com a agenda lotada para o fim do ano. Tudo fruto de seus aclamados shows e deste excelente EP que a banda começa a divulgar agora.
São 5 músicas, cada uma batizada com um dos ingredientes do célebre drink, incluindo uma versão para É Proibido Fumar, do Rei Roberto. Além da jovem guarda, a banda bebe de outras fontes, como o surf clássico de Dick Dale e Ventures e de bandas mais modernas, como Los Straitjackets, Langhorns, The Dead Rocks e Retrofoguetes.
Sex On The Beach – Wanna some Sex On The Beach? (2009)
1- 2 oz Vodka
2- 1 oz Peach Schnaps
3- 1 oz Cranberry Juice (É Permitido Fumar)
4- 2 oz Orange Juice
5- 2 oz Pineapple Juice
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